O que diz a ciência sobre vigiar o ex nas redes sociais -Kaukab Shairani => Deutsche Welle Brasil
Checar as redes sociais do ex é um clássico de fim de relacionamento. Com quem a pessoa está? Já superou e vive bem? A busca por alguma pista ou conforto pode render horas e virar uma rotina, que para alguns parece inofensiva – até mesmo útil, uma forma de se manter informado.
Mas, na última década, pesquisas na área da psicologia pintaram um quadro menos reconfortante: verificar repetidamente as redes sociais de um ex-parceiro não alivia a dor do rompimento. Na verdade, muitas vezes contribui para manter a dor viva.
“Ao procurar seu ex online, você está fortalecendo as conexões cerebrais que deveria estar tentando enfraquecer”, diz Joanne Davila, psicóloga clínica da Stony Brook University, em Nova York.
Estudos na área de ciberpsicologia e comportamento humano tendem a associar a “vigilância do ex-parceiro” nas redes sociais a uma recuperação emocional mais difícil após o término, incluindo níveis mais altos de angústia, saudade mais intensa e menos crescimento pessoal.
“Essas conclusões são indicadores de que os indivíduos não superaram”, disse Michelle Drouin, professora de psicologia da Universidade Purdue Fort Wayne, em Indiana, EUA. “Isso impede a recuperação e aumenta o trauma emocional ou a conexão com o parceiro anterior.” *
Os relacionamentos raramente terminam de forma tranquila, especialmente nas redes sociais, onde histórias pessoais podem ficar para sempre inacabadas.
Portanto, a primeira coisa que você deve tentar é encerrar a história por conta própria: evite vigiar seu ex-parceiro. Não fique verificando as redes sociais dele e permita que seus antigos laços emocionais enfraqueçam naturalmente.
Ou evite completamente as redes sociais: Michelle recomenda limites digitais temporários. “Todas as pesquisas sugerem que, se você conseguir ficar longe das redes sociais por 30 dias, será como uma desintoxicação”.
Em seguida, tente algo completamente diferente: “Faça exercícios, dê uma caminhada, ligue para um amigo”, sugere Joanne. O redirecionamento ativo pode ajudar a regular o sofrimento.
E “reestruture” a perda. “Se você terminou, então o relacionamento não era certo para você”, pondera Joanne. Um rompimento, diz ela, não é apenas um fim – é “uma oportunidade de estar em um relacionamento saudável”.





